segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Das coisa da vida eu não tenho nenhuma certeza.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quem ousa desafiar o encanto?  Pobre de quem acredita na infeliz razão humana. Prefiro ter o peito em chamas, sucumbido ao desespero e sorvendo calmamente do meu próprio veneno.

Meu olhos cansados derramam lágrimas de solidão incoerente. No chão, meus pés perdem o caminho antes tão seguro.

É o fim de um novo começo.



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Raio de Sol! Doce tormento das manhãs.

Brilha tão intenso que ofusca a razão.

Raio de Sol.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Capítulo 10

Trago boas notícias aos herdeiros da esperança: eis que esse lamento tropego enfim alcança seu destino. Com o brilho no olhar de quem acorda envolto ao desejo, suspirando imerso às lembranças e embriagado de sonhos insólitos, inicio um novo capítulo.

Traga-me o vinho, o acalento e a loucura. Beberei demasiadamente o cálice lânguido da angústia. Em seguida, deliciarei cada palavra como um bálsamo, aliviando profundamente o vazio dos meus pensamentos. Farei de cada página em branco um desafio perpétuo em busca de mim mesmo, transgredindo o impossível e saudando o desespero.

Que venha os sofridos e os loucos. Não procuro a paz no calor dos seus olhos. Quero que a adaga rasgue aquilo que chamo de alma.  

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Diga-me, qual a razão da visita?

Fitei o esquálido sujeito de óculos engraçados. Por que, nos últimos tempos, teria aparecido - se me lembro ao certo - pelo menos umas duzentas vezes aqui no escritório? Todas as vezes a mesma história. Penso ser melhor nem mesmo reformar a porta.

Deu de ombros e não me respondeu. Folheou alguns livros. Interessou-se pela minha versão dinamarquesa de sua grande obra. Parou na página dois e saiu.

Escritores são assim. Não compreendem a transcedência de sua criação e sofrem ao lidar com ela.

sábado, 6 de outubro de 2012

Capítulo 9

Sonhei novamente com os belos lírios que havia comentado há um tempo atrás.
E então?
Um belo par cintilante como a aurora, de um azul intenso que emitia pureza e encantamento. O perfume era doce como uma manhã de primavera, cálido quanto mais perto e extremamente acalentador. Minhas mãos trépidas se deliciavam com a textura das pétalas suaves e enérgicas que marcavam minha pele da mesma forma como a brisa rasga a relva. Eu via o tempo se arrastar, uma leve neblina lilás envolvia a cena como um todo e os meus pensamentos transbordavam de alegria e redenção.
Bastante poética sua descrição. Mas, por que acreditava ser culpado de algo?
Nem sempre é possível esplandecer conforme nossos sonhos. As privações diárias acabam ceifando muitos momentos de contentamento.

SILÊNCIO

E quanto a morte?
Volto amanhã às cinco. Sempre haverá oportunidade para ela.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Posso até pensar - pobre de mim, açoitado pela mais vã das consciências - que a vida seja eterna. Há quem, baseado nesse onírico desejo de perpetuação, defenda, ironicamente até a morte, a validade de tal tese. Certamente, prefiro restar meus dias perto dos vinhos, ou de qualquer coisa mais fugáz.

É fato que estarei presente na mais inoportuna das horas. Isso, no entanto, não faz menor o meu dever. Sabiamente o tempo correrá leve até remir seus olhos das lágrimas.